2025-05-21 17:53
Na indústriaDólar cai com incertezas fiscais
O dólar continuou sua trajetória de queda nesta quarta-feira (21), pressionado por incertezas relacionadas ao plano de corte de impostos do presidente Donald Trump e à crescente preocupação com a sustentabilidade da dívida pública dos EUA. Às 16h30 (horário de Brasília), o índice do dólar, que acompanha seu desempenho frente a outras seis moedas, recuava 0,4%, totalizando uma queda de 1,3% nos dois dias anteriores e acumulando uma desvalorização de cerca de 8% em 2025.
As atenções do mercado se voltam para o projeto de reforma tributária que, apesar do apoio republicano, enfrenta resistência interna e pode aumentar a dívida nacional entre 3 e 5 trilhões de dólares, segundo analistas independentes. A recente decisão da agência Moody’s de rebaixar o rating de crédito dos EUA reflete justamente essas preocupações fiscais.
Simultaneamente, os ministros das Finanças do G7 se reúnem no Canadá, com o mercado atento à possibilidade, ainda que remota, de o grupo revisar seu compromisso com câmbios flutuantes, o que poderia abrir espaço para uma desvalorização controlada do dólar. Segundo o ING, se a especulação sobre os EUA pressionarem por moedas estrangeiras mais fortes se confirmar, isso pode acelerar a queda do dólar frente a outras divisas.
Na Europa, a libra esterlina subiu 0,2% frente ao dólar, alcançando 1,3419, impulsionada por dados de inflação mais fortes do que o esperado. A inflação anual no Reino Unido saltou de 2,6% para 3,5% em abril, a maior taxa desde janeiro de 2024. No entanto, analistas alertam que o salto nos preços foi impulsionado por fatores temporários, como o aumento do imposto sobre veículos e tarifas de viagens, devido ao calendário da Páscoa.
O euro também se fortaleceu, com alta de 0,4% para 1,1324. Mesmo sem avanços nas conversas entre os presidentes dos EUA e da Rússia sobre a guerra na Ucrânia, os investidores buscaram no euro uma alternativa à fraqueza do dólar. O próximo nível de resistência para o euro é 1,150, mas analistas consideram mais realista a meta de curto prazo em 1,130.
Na Ásia, o iene japonês ganhou força após dados comerciais fracos. O dólar caiu 0,3% frente ao iene, cotado a 144,08, após a divulgação de uma inesperada contração no superávit comercial do Japão em abril. A valorização do iene e as tarifas americanas afetaram negativamente as exportações do país.
O yuan chinês também se beneficiou da fraqueza do dólar, com o par USD/CNY recuando 0,2% para 7,2083. A moeda chinesa ganhou impulso após críticas de Pequim às novas restrições dos EUA sobre chips, especialmente contra a Huawei, alertando que tais medidas podem pôr fim à atual trégua comercial de 90 dias.
O dólar australiano, por fim, subiu 0,4% para 0,6442 após ter caído no pregão anterior, em reação à decisão do banco central da Austrália de cortar a taxa básica de juros em 25 pontos-base.
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O dólar continuou sua trajetória de queda nesta quarta-feira (21), pressionado por incertezas relacionadas ao plano de corte de impostos do presidente Donald Trump e à crescente preocupação com a sustentabilidade da dívida pública dos EUA. Às 16h30 (horário de Brasília), o índice do dólar, que acompanha seu desempenho frente a outras seis moedas, recuava 0,4%, totalizando uma queda de 1,3% nos dois dias anteriores e acumulando uma desvalorização de cerca de 8% em 2025.
As atenções do mercado se voltam para o projeto de reforma tributária que, apesar do apoio republicano, enfrenta resistência interna e pode aumentar a dívida nacional entre 3 e 5 trilhões de dólares, segundo analistas independentes. A recente decisão da agência Moody’s de rebaixar o rating de crédito dos EUA reflete justamente essas preocupações fiscais.
Simultaneamente, os ministros das Finanças do G7 se reúnem no Canadá, com o mercado atento à possibilidade, ainda que remota, de o grupo revisar seu compromisso com câmbios flutuantes, o que poderia abrir espaço para uma desvalorização controlada do dólar. Segundo o ING, se a especulação sobre os EUA pressionarem por moedas estrangeiras mais fortes se confirmar, isso pode acelerar a queda do dólar frente a outras divisas.
Na Europa, a libra esterlina subiu 0,2% frente ao dólar, alcançando 1,3419, impulsionada por dados de inflação mais fortes do que o esperado. A inflação anual no Reino Unido saltou de 2,6% para 3,5% em abril, a maior taxa desde janeiro de 2024. No entanto, analistas alertam que o salto nos preços foi impulsionado por fatores temporários, como o aumento do imposto sobre veículos e tarifas de viagens, devido ao calendário da Páscoa.
O euro também se fortaleceu, com alta de 0,4% para 1,1324. Mesmo sem avanços nas conversas entre os presidentes dos EUA e da Rússia sobre a guerra na Ucrânia, os investidores buscaram no euro uma alternativa à fraqueza do dólar. O próximo nível de resistência para o euro é 1,150, mas analistas consideram mais realista a meta de curto prazo em 1,130.
Na Ásia, o iene japonês ganhou força após dados comerciais fracos. O dólar caiu 0,3% frente ao iene, cotado a 144,08, após a divulgação de uma inesperada contração no superávit comercial do Japão em abril. A valorização do iene e as tarifas americanas afetaram negativamente as exportações do país.
O yuan chinês também se beneficiou da fraqueza do dólar, com o par USD/CNY recuando 0,2% para 7,2083. A moeda chinesa ganhou impulso após críticas de Pequim às novas restrições dos EUA sobre chips, especialmente contra a Huawei, alertando que tais medidas podem pôr fim à atual trégua comercial de 90 dias.
O dólar australiano, por fim, subiu 0,4% para 0,6442 após ter caído no pregão anterior, em reação à decisão do banco central da Austrália de cortar a taxa básica de juros em 25 pontos-base.
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