Resumo:O preço do ouro (XAU/USD) continua em forte alta nesta quarta-feira, mantendo-se próximo do recorde histórico de US$ 3.871 por onça troy, alcançado na véspera. Em reais, a cotação também reflete esse movimento: 1 grama de ouro está em torno de R$ 656,70 hoje, reforçando a atratividade do ativo tanto para investidores internacionais quanto para brasileiros.

Publicado em 01/10/2025
O preço do ouro (XAU/USD) continua em forte alta nesta quarta-feira, mantendo-se próximo do recorde histórico de US$ 3.871 por onça troy, alcançado na véspera. Em reais, a cotação também reflete esse movimento: 1 grama de ouro está em torno de R$ 656,70 hoje, reforçando a atratividade do ativo tanto para investidores internacionais quanto para brasileiros.
Esse avanço foi impulsionado pela combinação de dois fatores centrais: o enfraquecimento do dólar americano (USD), diante da expectativa de novos cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), e o aumento da procura por ativos de proteção em meio ao risco de um shutdown do governo dos EUA.
Os dados recentes do mercado de trabalho dos EUA mostraram sinais de desaceleração, aumentando as apostas de que o Fed pode cortar os juros em outubro (com 97% de probabilidade, segundo o CME FedWatch Tool) e possivelmente realizar um novo corte em dezembro.
Essa perspectiva reduz a atratividade do dólar e dos títulos do Tesouro americano, fortalecendo o ouro como reserva de valor e impulsionando a demanda global.
O impasse político em Washington, com democratas e republicanos sem acordo sobre o orçamento, levou ao início oficial de um shutdown do governo americano. Isso adiciona instabilidade fiscal e reduz a confiança nos ativos denominados em dólar, favorecendo a corrida para o ouro.
No gráfico de 4 horas, o RSI de 14 períodos permanece em zona de alta (próximo de 68), reforçando que o movimento ainda tem espaço para continuidade. As próximas resistências são US$ 3.900 e a marca psicológica dos US$ 4.000, enquanto os suportes aparecem em US$ 3.806 e US$ 3.763.
Além do ouro, a prata também vem surpreendendo os mercados. O XAG/USD superou US$ 47,50, maior nível em 14 anos, aproximando-se do recorde de 2011 (US$ 50). Já o platina não conseguiu repetir o movimento, recuando após falhar em romper uma máxima de 12 anos.
Esse cenário mostra uma força concentrada em ouro e prata, enquanto outros metais permanecem voláteis, reforçando a atratividade dos dois primeiros como alternativas de hedge.
Com o XAU/BRL em alta, o ouro não se destaca apenas no exterior. Para os investidores locais, o movimento é ainda mais relevante, pois:
Hoje, quem mantém posição em ouro no Brasil vê uma valorização expressiva, principalmente em um ambiente de maior instabilidade global.
O mercado de energia também traz sinais relevantes. O WTI está em torno de US$ 62,50, após forte queda, pressionado por discussões da OPEP+ sobre aumentar a produção em até 411 mil barris por dia. Já o Brent segura suporte em US$ 66,10, mas segue sob pressão.
O gás natural, por sua vez, rompeu resistências e já opera acima de US$ 3,35, sinalizando tendência de alta apoiada no corte de estoques e na força técnica acima das médias móveis de 50 e 200 períodos.
Esses movimentos reforçam que, enquanto o ouro avança como proteção, commodities energéticas enfrentam incertezas de oferta e demanda.
Com o dólar sob pressão pelo risco de shutdown, pares importantes mostram força relativa:
A leitura geral é de fraqueza do dólar americano, o que, somado à força do ouro, configura um cenário clássico de busca por proteção.
A médio prazo, o ouro tem como alvo natural os US$ 4.000 por onça, caso a pressão sobre o dólar persista e o shutdown se prolongue. No Brasil, isso pode significar o ouro atingindo novas máximas em reais, especialmente se houver desvalorização cambial.
No forex, os investidores devem observar:
O dia 01/10/2025 marca um início de trimestre com forte pressão sobre o dólar e o ouro em plena corrida por novos recordes. O cenário é de volatilidade ampliada, em que investidores brasileiros devem estar atentos não apenas ao ouro em reais, mas também às oportunidades em pares como EUR/USD, USD/JPY e GBP/USD, além do impacto dos preços de petróleo e gás natural.
O curto prazo aponta para continuidade da busca por ativos de proteção, enquanto o médio e longo prazo dependerão da capacidade do Fed e do governo americano em restaurar confiança. Para o investidor brasileiro de forex, trata-se de um momento estratégico de observação e de posicionamento.
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