Resumo:Indicador técnico mostra Embraer em região de sobrecompra, enquanto Marcopolo entra em sobrevenda após forte queda
Fleury (FLRY3) e Brava (BRAV3) vivem momentos opostos no gráfico após os movimentos das últimas sessões.De um lado, a Fleury sustenta a valorização e já apresenta sinais de maior esticamento; do outro, a Brava sofre com a pressão vendedora e alcançou uma faixa que pode favorecer repiques técnicos no curto prazo.
Na Fleury, o Índice de Força Relativa (IFR)chegou a 71,29 pontos, superando a referência de 70e colocando a ação em região de sobrecompra. O indicador não antecipa, por si só, uma queda, mas sinaliza que a força compradora levou o papel a um nível mais esticado, aumentando a possibilidade de realização de lucros ou ajustes técnicos. Em 2026, FLRY3 acumula alta de 28,15%e, em 12 meses, avança 41,65%.
A Brava apresenta uma leitura bem diferente. O IFR recuou para 27,91 pontos, levando BRAV3 à região de sobrevenda após a pressão recente sobre as cotações. Esse nível pode criar espaço para uma reação pontual, mas ainda não é suficiente para indicar uma reversão da tendência. Em 2026, BRAV3 ainda acumula valorização de 1,57%, apesar da queda de 15,16%nos últimos 12 meses.
IFR: ações da bolsa
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100. Leituras acima de 70costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30indicam sobrevenda.
Na prática, esse quadro sugere que a Fleury (FLRY3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Brava (BRAV3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: SLC Agrícola (SLCE3), Klabin (KLBN11), Suzano (SUZB3) e Rumo (RAIL3).
Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Hapvida (HAPV3), Lojas Renner (LREN3), Smart Fit (SMFT3), e Copasa (CSMG3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.
Análise técnica Fleury (FLRY3)
A Fleury (FLRY3)mantém uma estrutura positiva no curto prazo, após a forte valorização das últimas semanas. No gráfico diário, o papel segue acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos e consolida próximo das máximas recentes, preservando o predomínio comprador. Na última sessão, a ação avançou 0,69%, aos R$ 18,79.
O movimento, porém, deixou o ativo mais esticado. O IFR (14) alcançou 71,29 pontos, entrando em região de sobrecompra. Essa condição pode favorecer realização de lucros ou uma consolidação no curto prazo, mas, por enquanto, o gráfico não mostra sinais consistentes de reversão da tendência de alta.
Para prolongar o movimento altista, a Fleury precisa superar a resistência em R$ 19,37e, posteriormente, a região de R$ 20,00. Acima desses níveis, o fluxo comprador pode ganhar novo impulso. No sentido contrário, a perda das médias móveis de curto prazo aumentaria o risco de correção, colocando os suportes mais próximos novamente no radar.
Resistências:R$ 19,37; R$ 20,00; R$ 20,56; R$ 20,98; R$ 22,63 e R$ 23,50.
Suportes:R$ 17,88; 17,35; 16,42; 15,60; 15,00.
Análise técnica Brava (BRAV3)
A Brava (BRAV3)segue em movimento de baixa no curto prazo e perdeu referências técnicas importantes nas últimas sessões. No gráfico diário, o papel rompeu a linha de tendência de alta que vinha sustentando o movimento e passou a negociar abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a pressão vendedora. Na última sessão, a ação recuou 2,86%, para R$ 17,01.
O quadro técnico permanece fragilizado. O IFR (14) caiu para 27,91 pontos, entrando em região de sobrevenda, condição que pode favorecer repiques técnicos ou uma acomodação dos preços. Ainda assim, até o momento, não há sinais consistentes de reversão da tendência principal.
Para iniciar uma recuperação mais consistente, a Brava precisa retomar inicialmente a faixa entre R$ 18,15e R$ 19,05, além de recuperar as médias móveis. Acima desses níveis, a pressão vendedora pode perder força. Já a perda da região de suporte entre R$ 16,60e R$ 15,30tende a reforçar o movimento de baixa e abrir espaço para novas mínimas.