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Dólar em Pausa: Após Queda de 1%, Moeda Estabiliza em R$ 5,31

WikiFX
| 2026-01-22 23:40

Resumo:Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a cotação do Dólar Americano (USD) frente ao Real Brasileiro (BRL) opera em um terreno de aparente tranquilidade, mas carregado de expectativas. Após um movimento expressivo de queda de mais de 1% na sessão anterior, que levou a moeda ao menor fechamento desde 4 de dezembro de 2025 (R$ 5,3209), o dólar abriu e se manteve próximo da estabilidade, oscilando suavemente ao redor de R$ 5,31.

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Introdução: A Calmaria Após a Tempestade Cambial

Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a cotação do Dólar Americano (USD) frente ao Real Brasileiro (BRL) opera em um terreno de aparente tranquilidade, mas carregado de expectativas. Após um movimento expressivo de queda de mais de 1% na sessão anterior, que levou a moeda ao menor fechamento desde 4 de dezembro de 2025 (R$ 5,3209), o dólar abriu e se manteve próximo da estabilidade, oscilando suavemente ao redor de R$ 5,31. Este cenário de consolidação reflete um mercado em processo de digestão: de um lado, o alívio geopolítico proporcionado pelo recuo do presidente Donald Trump em suas ameaças mais agressivas; de outro, a expectativa cautelosa em torno de dados macroeconômicos cruciais dos Estados Unidos que podem redirecionar o fluxo global de capital. O dia é marcado por uma pausa na volatilidade, mas com todos os agentes conscientes de que a calmaria pode ser passageira, dependendo dos números que sairão de Washington.

A Cotação do Dólar Hoje: Estabilidade Após a Queda Expressiva

Os números desta quinta-feira contam a história de uma moeda que busca um novo patamar após uma desvalorização significativa. Por volta das 10h44, o dólar à vista registrava uma leve baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 5,318 na venda e R$ 5,317 na compra. No mercado de derivativos da B3, o dólar futuro para fevereiro, contrato mais líquido, acompanhava o movimento com uma queda um pouco mais acentuada de 0,11%, cotado a R$ 5,326. Esta estabilidade segue o fechamento de quarta-feira, quando a moeda havia encerrado o dia em forte baixa de 1,1%, marcando um movimento de correção após a alta induzida pelo pânico geopolítico no início da semana. A abertura do dia foi dada em R$ 5,3193, confirmando a ausência de pressões direcionais fortes no início do pregão. O Banco Central do Brasil (BCB) tem em sua agenda para as 11h30 uma oferta de até 50 mil contratos de swap cambial, uma operação de rolagem que visa prover hedge ao mercado e tende a ocorrer em um ambiente mais ordeiro.

O Fator Alívio: O Recuo de Trump em Davos e Seu Impacto nos Fluxos

O principal catalisador para a descompressão do dólar frente ao real e a outras moedas emergentes foi, sem dúvida, o discurso do presidente Donald Trump no Fórum Econômico Mundial em Davos na quarta-feira. Ao descartar o uso da força militar para adquirir a Groenlândia e ao suavizar o tom em relação às tarifas imediatas contra aliados europeus, Trump removeu do horizonte de curto prazo os cenários de escalada geopolítica extrema. Mais do que isso, ele chegou a afirmar ter garantido “acesso total” dos EUA à Groenlândia em um acordo com a OTAN, e mencionou que as tarifas previstas para fevereiro foram canceladas.

Este recuo retórico proporcionou um alívio imediato aos mercados globais. O sentimento de aversão ao risco (risk-off), que havia dominado os pregões anteriores e beneficiado o dólar como refúgio, deu lugar a uma moderada busca por retorno (search for yield). Investidores que haviam se desfeito de posições em mercados emergentes por medo de uma crise transatlântica reconsideraram suas apostas. Consequentemente, parte do capital que havia fugido retornou, aumentando a oferta de dólares no mercado doméstico e contribuindo para a valorização do real vista na quarta. Hoje, esse movimento perde força, indicando que o “alívio” já foi amplamente precificado, e o mercado agora busca novos fundamentos para se orientar.

O Foco Retorna aos Fundamentos: A Agenda Macroeconômica dos EUA

Com a pressão geopolítica momentaneamente amenizada, os holofotes do mercado se voltam integralmente para a agenda econômica dos Estados Unidos. Dois dados de altíssimo impacto estão programados para esta quinta-feira: o Produto Interno Bruto (PIB) Preliminar do terceiro trimestre de 2025 e o Índice de Preços de Gastos de Consumo Pessoal (PCE), a medida de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed).

As expectativas são elevadas. O PIB dos EUA cresceu 4,4% no terceiro trimestre em relação ao anterior, um número que confirma a robustez da economia americana. Já os pedidos iniciais de seguro-desemprego desta semana surpreenderam positivamente, ficando em 200 mil, bem abaixo da expectativa de 209 mil, sinalizando um mercado de trabalho ainda firme. Estes dados fortalecem o argumento de que o Fed tem margem para manter os juros em patamares restritivos por mais tempo, sem precipitar uma recessão. O PCE, por sua vez, é esperado para mostrar uma inflação persistente e acima da meta de 2% do banco central.

A combinação de crescimento forte e inflação teimosa (sticky inflation) é, em tese, positiva para o dólar no contexto global. Ela reduz a probabilidade de cortes de juros iminentes nos EUA, mantendo o diferencial de taxas de juros atrativo e podendo atrair fluxos de capital de volta para ativos americanos. Portanto, enquanto o alívio geopolítico pesa contra o dólar, a solidez dos dados econômicos americanos pode atuar como um contrapeso, explicando a estabilidade observada no par USD/BRL hoje.

O Cenário Doméstico: Arrecadação Fiscal e Otimismo na Bolsa

No front brasileiro, um dado positivo trouxe um sopro de confiança: a arrecadação do governo federal em 2025 registrou alta real de 3,65% sobre o ano anterior, somando R$ 2,887 trilhões. Em dezembro, o desempenho foi ainda mais expressivo, com um aumento de 7,46% acima da inflação. Estes números reforçam uma leitura de melhora de curto prazo nas contas públicas, um fator sempre bem-vindo por investidores e que contribui para reduzir o prêmio de risco país.

Além disso, o mercado acionário brasileiro apresenta um desempenho excepcional, refletindo o otimismo com o retorno de fluxos. O Ibovespa fechou a quarta-feira com uma alta de 3,3%, sua maior alta diária desde abril de 2023, superando a marca dos 171 mil pontos. Este rally atrai capital estrangeiro, que precisa vender dólares para comprar reais e adquirir ações, criando uma pressão vendedora adicional sobre a moeda americana no mercado local. No entanto, sinais de fraqueza nos ADRs da Petrobras e da Vale no pré-mercado exterior e a queda de mais de 1% no preço do petróleo sugerem que o impulso das commodities pode estar arrefecendo, o que pode limitar ganhos adicionais da bolsa e, por tabela, do real.

Riscos e Perspectivas: Entre a Geopolítica e a Economia

A estabilidade de hoje é, portanto, um equilíbrio delicado entre forças opostas. O risco geopolítico diminuiu, mas não desapareceu. A União Europeia mantém suspenso o acordo comercial com os EUA, e a desconfiança política persiste. Qualquer retrocesso no tom diplomático pode reacender a volatilidade.

Paralelamente, os dados dos EUA têm o potencial de redefinir as expectativas monetárias globais. Se os números de PCE confirmarem uma inflação mais quente do que o esperado, o dólar pode encontrar um novo impulso de alta global, possivelmente contendo ou revertendo parte da recente valorização do real. O mercado também monitora discursos remanescentes em Davos e a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no Brasil.

Conclusão: Um Respiro, Não um Fim

A cotação do dólar em R$ 5,31 representa um respiro bem-vindo após a montanha-russa dos dias anteriores. É a consolidação de um movimento de correção saudável, impulsionado pelo alívio geopolítico e pela retomada do apetite por risco em direção aos ativos brasileiros, apoiada por dados fiscais positivos e uma bolsa em forte alta.

No entanto, é fundamental entender que esta estabilidade é condicional e provavelmente transitória. O mercado cambial está agora em um modo de espera, avaliando se o próximo capítulo será escrito pelos fundamentos econômicos robustos dos EUA – que podem fortalecer o dólar – ou por uma nova recaída nas tensões transatlânticas. Para o real, o desafio será sustentar os ganhos diante de um Fed ainda hawkish e da volatilidade inerente aos fluxos de capital para emergentes. A calmaria de hoje é, acima de tudo, uma pausa para novos ajustes. Investidores e empresas devem aproveitar a redução da volatilidade momentânea para revisar suas estratégias de hedge, pois os ventos que sopram de Davos e Washington continuam a ter o poder de alterar rapidamente o curso das marés cambiais.

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