Resumo:O mercado de câmbio global inicia a semana de 22 a 27 de fevereiro de 2026 em um momento de definição e consolidação após semanas de alta volatilidade. O Dólar Americano (USD) apresenta um desempenho misto, mostrando força contra algumas moedas, como o iene japonês (JPY) e o dólar canadense (CAD) , mas enfrentando resistência e quedas em outros pares, como o peso mexicano (MXN) . Enquanto isso, ativos como o ouro (XAU/USD) e o petróleo WTI continuam a atrair a atenção dos investidores, impulsionados por um cenário de tensões geopolíticas crescentes no Oriente Médio e pela busca por proteção contra a inflação e a instabilidade econômica. A semana promete ser de movimentos seletivos, com oportunidades claras em pares específicos e a necessidade de uma gestão de risco rigorosa diante de um cenário macroeconômico ainda incerto.

Data: 22 de Fevereiro de 2026
O mercado de câmbio global inicia a semana de 22 a 27 de fevereiro de 2026 em um momento de definição e consolidação após semanas de alta volatilidade. O Dólar Americano (USD) apresenta um desempenho misto, mostrando força contra algumas moedas, como o iene japonês (JPY) e o dólar canadense (CAD) , mas enfrentando resistência e quedas em outros pares, como o peso mexicano (MXN) . Enquanto isso, ativos como o ouro (XAU/USD) e o petróleo WTI continuam a atrair a atenção dos investidores, impulsionados por um cenário de tensões geopolíticas crescentes no Oriente Médio e pela busca por proteção contra a inflação e a instabilidade econômica. A semana promete ser de movimentos seletivos, com oportunidades claras em pares específicos e a necessidade de uma gestão de risco rigorosa diante de um cenário macroeconômico ainda incerto.
O comportamento do dólar americano nesta semana será definido por sua capacidade de manter ou não os ganhos recentes contra certas moedas, enquanto luta para superar resistências técnicas contra outras. A política monetária do Federal Reserve (Fed) permanece no centro das atenções, com o mercado ainda precificando possíveis cortes de juros ao longo do ano, apesar das declarações cautelosas de seus membros. A expectativa de cortes de juros tende a enfraquecer o dólar no longo prazo, mas no curto prazo, o movimento é mais complexo. O diferencial de juros continua a ser um fator crucial, favorecendo o dólar em pares como o USD/JPY, onde o Banco do Japão (BoJ) permanece firmemente ancorado em uma política ultra-acomodatícia. Por outro lado, moedas como o peso mexicano (MXN) , que oferecem um carry trade atrativo devido a suas taxas de juros elevadas, continuam a pressionar o dólar para baixo. A semana será, portanto, de força seletiva do dólar, e não de um movimento direcional uniforme.
O par USD/MXN apresenta um dos cenários mais claros para a semana. Após uma tentativa de recuperação, o dólar encontrou forte resistência e recuou, fechando a semana em baixa. O nível de 17,00 continua a atuar como um piso importante para o par. Uma quebra consistente abaixo deste patamar poderia abrir caminho para uma queda em direção a 16,50. A análise de Christopher Lewis aponta que, apesar de possíveis rallies de curto prazo, a tendência predominante é de venda em movimentos de alta (fade on rallies) . A principal razão é o diferencial de taxas de juros, que favorece fortemente o peso mexicano. Enquanto o Fed sinaliza cortes, o Banco do México (Banxico) mantém uma postura mais hawkish, atraindo fluxos de capital para a moeda mexicana. A resistência em 17,50 é a barreira imediata que qualquer movimento de alta do dólar precisará superar para ganhar tração.
O dólar canadense (CAD) , conhecido como “loonie”, enfrenta uma semana de consolidação contra o dólar americano. O par USD/CAD continua a apresentar um comportamento errático, com o nível de 1,3750 atuando como uma resistência significativa. Esta região tem sido testada múltiplas vezes recentemente, e sua superação seria um sinal fortemente altista para o dólar. Por outro lado, uma quebra abaixo do suporte em 1,35 seria um desenvolvimento extremamente negativo, abrindo caminho para uma queda mais pronunciada.
A dinâmica do par será fortemente influenciada por dois fatores principais. O primeiro é o preço do petróleo WTI, que tem forte correlação positiva com o dólar canadense. Com o petróleo em alta devido às tensões no Oriente Médio, o CAD tende a se fortalecer. O segundo fator são os dados econômicos do Canadá e dos EUA. Qualquer sinal de fraqueza na economia canadense ou de força inesperada na economia americana pode inclinar a balança a favor do dólar. Por enquanto, o mercado parece estar “cortando” (chopando) dentro do range, aguardando um catalisador.
O iene japonês (JPY) continua a ser uma das moedas mais fracas entre os pares principais, e o par USD/JPY reflete isso com uma recuperação sólida. Após testar o suporte no nível de 152,00, o dólar encontrou compradores e agora busca consolidar ganhos. A média móvel exponencial de 50 semanas (50-week EMA) , posicionada logo abaixo do nível de 152, oferece um suporte dinâmico adicional, reforçando a região como um piso.
A visão predominante, conforme expressa por Lewis, é de que os traders continuarão a comprar em quedas (buy the dip) , pois o diferencial de juros continua a favorecer esmagadoramente o dólar. O Banco do Japão (BoJ) permanece preso a uma política de juros negativos ou próximos de zero, sem perspectiva de mudança no curto prazo. Isso torna o carry trade (tomar emprestado em iene para investir em dólar) uma estratégia atraente. O par deve consolidar entre 152,00 (suporte) e 158,00 (resistência) . Um rompimento acima de 160,00 seria um evento histórico, violando uma resistência que remonta a 1990 e abrindo caminho para novos patamares.
O euro (EUR) apresenta um dos quadros técnicos mais indefinidos para a semana. O par EUR/USD caiu durante a semana, mas continua a encontrar suporte consistente na região de 1,1800. Este nível atua como um verdadeiro ímã de preço (magnet for price), atraindo o par repetidamente. A ação do preço sugere que estamos essencialmente presos em um movimento lateral (sideways action), com a faixa entre 1,1750 (suporte) e 1,1850 (resistência) definindo os limites do range.
Para que uma tendência mais clara emerja, será necessário um rompimento decisivo de qualquer um desses limites. Um fechamento diário acima de 1,1850 poderia abrir caminho para um teste de 1,1900. Por outro lado, uma quebra abaixo de 1,1750 indicaria que a pressão vendedora se intensificou, possivelmente levando o par em direção a 1,1700 ou menos. O mercado aguarda novos dados macroeconômicos, tanto da Zona do Euro quanto dos EUA, para fornecer a direção necessária.
A libra esterlina (GBP) emerge como uma das moedas mais vulneráveis entre os principais pares. O par GBP/USD caiu significativamente durante a semana, testando o nível psicológico e suporte crítico de 1,3500. A tentativa de defesa deste patamar é um bom sinal, mas a fragilidade subjacente é preocupante. Os últimos dados econômicos do Reino Unido foram decepcionantes (“lackluster”), alimentando especulações de que o Banco da Inglaterra (BoE) possa adotar uma postura mais dovish (acomodatícia) no futuro.
Como Lewis aponta, “de todas as principais moedas agora, a libra pode ser uma das mais fracas contra o dólar americano”. Se o dólar iniciar um movimento de fortalecimento generalizado, o GBP/USD pode ser um dos pares onde essa força se manifestará de forma mais aguda. A manutenção do nível de 1,3500 é, portanto, absolutamente crucial para evitar uma queda mais acentuada. Uma perda deste patamar abriria caminho para um teste de 1,3400 ou até 1,3300.
O ouro continua a demonstrar resiliência impressionante após a violenta correção de janeiro. O metal precioso enfrentou volatilidade durante a semana, mas a presença de compradores em quedas (buyers on dips) permanece forte. A análise técnica aponta para o nível de US$ 4.800 como um piso fundamental para o mercado. Enquanto este nível se mantiver, a perspectiva de alta permanece intacta.
O nível de US$ 5.000 continua a atuar como um ímã de preço e uma resistência psicológica. Um rompimento sustentado acima deste patamar poderia reacelerar o movimento de alta em direção às máximas históricas próximas a US$ 5.600. A estratégia recomendada continua sendo a de comprar em recuos, aproveitando a volatilidade para acumular posições em níveis mais favoráveis. O cenário de tensões geopolíticas e a expectativa de cortes de juros pelos bancos centrais fornecem o pano de fundo fundamental para que o ouro continue a brilhar. No entanto, a jornada promete ser “barulhenta” (noisy), exigindo paciência dos investidores.
O petróleo bruto WTI é, sem dúvida, o ativo com o catalisador mais explosivo para a semana: a crescente tensão entre Estados Unidos e Irã. O presidente Donald Trump ameaçou lançar um “ataque limitado” ao Irã para forçá-lo a um acordo nuclear, enquanto o Irã promete responder fechando o Estreito de Hormuz, uma artéria vital por onde passam milhões de barris de petróleo diariamente. Qualquer interrupção no fluxo de petróleo da região teria um impacto imediato e severo nos preços globais.
Além do risco geopolítico, os fundamentos também apoiam a alta. O relatório da Administração de Informação de Energia (EIA) mostrou uma queda nos estoques americanos de 9 milhões de barris, a maior desde setembro do ano passado. Tecnicamente, o WTI formou um padrão de fundo duplo (double-bottom) em US$ 55,28, um dos sinais de reversão mais confiáveis. Além disso, um cruzamento de ouro (golden cross) – onde a média de 50 dias cruza acima da média de 200 dias – sinaliza mais ganhos pela frente. O próximo alvo é o nível psicológico de US$ 70. Uma queda abaixo de US$ 62 invalidaria a visão otimista.
O Bitcoin (BTC) apresenta sinais mistos, mas a boa notícia, segundo Lewis, é que o mercado está “pelo menos um tanto estável”, o que por si só é uma “grande vitória” após um período de queda intensa. A criptomoeda continua a lutar para encontrar momentum de alta sustentado, mas o nível de US$ 60.000 permanece como um suporte psicológico crítico. A manutenção deste patamar é essencial para qualquer esperança de uma recuperação mais significativa.
O mercado de criptomoedas como um todo ainda está se recuperando da liquidação histórica das semanas anteriores. O interesse em aberto (open interest) nos futuros de Bitcoin caiu drasticamente, indicando que muitos traders institucionais ainda estão na sidelines, aguardando sinais mais claros de direção. Enquanto isso, o mercado aguarda desdobramentos regulatórios, como as negociações em torno do CLARITY Act nos EUA, que podem impactar o setor. Por enquanto, a palavra de ordem para o Bitcoin é consolidação, com o risco de uma nova perna de queda caso o suporte de US$ 60.000 seja rompido.
O índice S&P 500 continua em seu padrão de consolidação lateral que vigora desde o início de dezembro, oscilando entre os níveis de 6.800 e 7.000. Este comportamento reflete a indecisão dos investidores, que equilibram o otimismo com a economia americana e as preocupações com valuations elevados e o cenário geopolítico. A análise de Lewis sugere que o mercado “eventualmente tentará romper para cima”. Um fechamento diário acima de 7.000 seria o gatilho para uma aceleração compradora, potencialmente levando o índice a novos recordes. Por outro lado, uma quebra abaixo de 6.800 seria um “evento negativo”, sinalizando uma correção mais profunda e colocando em xeque a força do rali de longo prazo.
A semana de 22 a 27 de fevereiro se configura como um período de definição técnica e oportunidade seletiva para os traders de forex e mercados globais. O dólar americano não apresenta uma direção única, mas sim forças e fraquezas específicas contra cada moeda. A estratégia inteligente será focar nos pares com as narrativas mais claras:
Em resumo, esta é uma semana para foco e paciência. Em vez de buscar movimentos direcionais amplos, os traders devem identificar os pares e ativos com as melhores configurações técnicas e fundamentais e operar dentro de suas realidades específicas. A volatilidade continuará presente, mas para aqueles que souberem navegar pelas diferentes correntes, as oportunidades de lucro são reais e palpáveis.

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