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Ouro em Alta Sólida: Dólar em Queda Impulsiona Metal para Novos Patamares

WikiFX
| 2026-02-10 19:33

Resumo:O mercado do ouro consolida uma recuperação impressionante nesta segunda-feira, 10 de fevereiro de 2026, com o XAU/USD (ouro spot em dólar) demonstrando sinais inequívocos de força. Em um movimento que reflete uma combinação poderosa de fatores fundamentais e técnicos, o metal precioso se aproxima de níveis críticos, alimentado pela contínua queda do dólar americano (USD) e por uma perspectiva macroeconômica que favorece cortes de taxas de juros pelos bancos centrais globais.

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Data: 10 de Fevereiro de 2026

O mercado do ouro consolida uma recuperação impressionante nesta segunda-feira, 10 de fevereiro de 2026, com o XAU/USD (ouro spot em dólar) demonstrando sinais inequívocos de força. Em um movimento que reflete uma combinação poderosa de fatores fundamentais e técnicos, o metal precioso se aproxima de níveis críticos, alimentado pela contínua queda do dólar americano (USD) e por uma perspectiva macroeconômica que favorece cortes de taxas de juros pelos bancos centrais globais. Para o investidor brasileiro, essa dinâmica internacional se traduz em um impacto direto e significativo: o preço da onça troy em reais atinge a notável marca de R$ 844,64, conforme citado no relatório. Este valor não é apenas um número, mas um reflexo claro de como a forte valorização do ouro em dólar, somada à ainda elevada cotação do dólar comercial frente ao real, cria um cenário de ganhos exponenciais em moeda local para quem tem o metal em seu portfólio. O cenário atual sugere que o ouro não está apenas se recuperando de uma correção, mas sim se preparando para o próximo estágio de sua tendência de alta secular.

A Força Técnica: Um Mercado que “Quer Romper” para Cima

A análise técnica do comportamento do ouro nesta sessão é francamente otimista. Christopher Lewis descreve o mercado como algo que “parece muito com um mercado que quer romper”. Após a correção violenta de algumas sextas-feiras atrás – um dia que ele classifica como “horrível” – a capacidade do ouro de não apenas se recuperar, mas de fazê-lo com agressividade compradora, é um sinal técnico poderoso. A resiliência demonstrada após um choque tão severo indica que a venda foi amplamente absorvida por demanda institucional e de longo prazo, e não por uma mudança estrutural no sentimento.

Esta robustez técnica abre um leque de oportunidades estratégicas. A abordagem sugerida é de compra em recuos de curto prazo (short-term pullbacks), utilizando-os como pontos de entrada favoráveis. Dois níveis de suporte dinâmico são destacados como áreas de interesse para possíveis compras: a região de US$ 4.800, e, mais abaixo, a Média Móvel Exponencial de 50 dias (50-day EMA), que atualmente reside em US$ 4.617. Este último nível é particularmente significativo, pois atua como um importante suporte dinâmico de médio prazo; uma manutenção consistente acima dele é frequentemente interpretada como a confirmação de uma tendência de alta saudável. A mensagem clara da análise é que tentar vender o ouro (shorting) no momento atual é uma estratégia quase “impossível”, dadas as forças compradoras evidentes. O caminho de menor resistência continua sendo para cima.

Os Pilares Fundamentais: Bancos Centrais, Cortes de Juros e um Dólar Mais Fraco

A força técnica do ouro não surge do vácuo; ela é sustentada por três pilares fundamentais robustos que se reforçam mutuamente. O primeiro e mais estrutural é a demanda contínua e voraz dos bancos centrais. Como Lewis aponta, uma das razões multifacetadas para o otimismo é “o fato de que os bancos centrais ao redor do mundo continuam a acumular ouro”. Esta não é uma demanda especulativa, mas uma estratégia geopolítica e de diversificação de reservas. Países como China, Rússia, Índia e várias nações do Oriente Médio têm aumentado sistematicamente suas reservas de ouro, buscando reduzir a dependência do dólar e se proteger contra a instabilidade geopolítica e a inflação global. Este fluxo de compra institucional cria um piso de preço sólido e constante.

O segundo pilar é a mudança iminente no ciclo de política monetária global. O foco está, “mais especificamente e provavelmente mais importante”, no Federal Reserve (Fed) dos EUA. A expectativa de que o Fed, sob a nova gestão de Kevin Warsh, possa iniciar um ciclo de cortes de taxas de juros ainda em 2026 é um poderoso catalisador para o ouro. Juros mais baixos reduzem o custo de oportunidade de manter um ativo não rendoso como o ouro e, historicamente, têm sido associados a fases de forte valorização do metal. Se este cenário se concretizar, “faz todo o sentido que o ouro continue subindo”.

O terceiro pilar, mais imediato, é a fraqueza do dólar americano. Lewis observa que “o dólar americano tem estado mais fraco durante a sessão”, e esta relação inversa é uma das correlações mais estáveis do mercado financeiro. Um dólar em queda torna o ouro mais barato para investidores que detêm outras moedas, estimulando a demanda internacional. Esta combinação – demanda institucional + expectativa de juros baixos + dólar fraco – forma um cenário quase perfeito para a valorização do ouro.

Projeções e Alvos: Do Suporte Imediato ao Reteste dos Picos Históricos

Com base nesse conjunto favorável, as projeções para o ouro se tornam naturalmente ambiciosas. A análise não descarta uma trajetória de “moer” terreno até o nível de US$ 5.600. Este é um alvo de extrema relevância psicológica e técnica, pois representa a máxima histórica atingida pelo metal no final de janeiro, antes da grande correção. Um retorno a esse patamar significaria não apenas uma recuperação completa, mas uma confirmação poderosa de que a tendência de alta de longo prazo permanece totalmente intacta, e que a queda foi um mero evento corretivo dentro de um bull market.

No entanto, Lewis oferece um contraponto de realismo crucial: “Não conte com um movimento de alta fácil”. A jornada em direção a US$ 5.600 ou além provavelmente será marcada por volatilidade, recuos e consolidações. O mercado não sobe em linha reta. A estratégia, portanto, não deve ser de comprar desesperadamente no topo de cada rally, mas sim de “encontrar pequenos pedaços de valor em recuos de curto prazo”. Esta abordagem de acumulação gradual em momentos de fraqueza temporária é a mais prudente, permitindo uma média de custo favorável e reduzindo o risco de entrar em uma posição no pico de um movimento de curta duração.

Ouro em Reais: A Combinação Explosiva para o Investidor Brasileiro

Enquanto a cotação internacional em dólar é a referência global, o impacto real para o investidor no Brasil é medido pelo preço do ouro em reais. O valor de R$ 844,64 para uma onça troy, mencionado no relatório, é um instantâneo desta dinâmica. Este preço é o resultado de uma fórmula de dupla pressão: o preço do ouro em alta (em USD) multiplicado pela taxa de câmbio USD/BRL.

Neste momento, ambos os componentes estão contribuindo para valorizar o ativo em moeda local:

  1. Componente Internacional (XAU/USD em alta): O ouro está se fortalecendo frente ao dólar, como discutido.
  2. Componente Cambial (USD/BRL ainda elevado): Embora o dólar tenha mostrado alguma fraqueza recente frente ao real (o USD/BRL cedeu 1,06% na última sessão, conforme dados paralelos), sua cotação base ainda opera em patamares historicamente altos, próximos a R$ 5,20. Mesmo um dólar estável, quando combinado com um ouro em forte alta, gera valorização expressiva em reais.

Esta dinâmica torna o ouro uma ferramenta de hedge excepcionalmente eficaz para o patrimônio do investidor brasileiro. Ele protege simultaneamente contra a desvalorização do real (risco cambial) e contra a instabilidade e inflação global (função do metal). Em um cenário onde as taxas de juros domésticas (Selic) estão em trajetória de corte, reduzindo o atrativo de renda fixa, o ouro ganha ainda mais destaque como um componente de diversificação e preservação de capital em uma carteira equilibrada.

Conclusão: Estratégias para Capitalizar a Próxima Fase de Alta

O mercado do ouro apresenta, em 10 de fevereiro de 2026, uma rara convergência de fatores positivos. A análise técnica aponta para um mercado com vontade de romper para cima; a análise fundamental é sustentada por bancos centrais ávidos, um Fed prestes a pivotar e um dólar em recuo; e o contexto brasileiro transforma essa alta internacional em ganhos magníficos em moeda local.

Para o trader e investidor, as implicações são claras:

  • Viés Prioritário: O viés deve permanecer firmemente bullish. Operações de venda (short) devem ser evitadas, a menos que ocorra uma clara e sustentada quebra dos suportes técnicos mencionados.
  • Estratégia de Entrada: Adote uma estratégia de acumulação em dips. Em vez de perseguir o preço em máximas, espere por recuos para as zonas de suporte (primeiro US$ 4.800, depois a 50-day EMA em ~US$ 4.617) para adicionar ou iniciar posições.
  • Gestão de Risco: Utilize stop-loss protetores abaixo dos níveis de suporte-chave. Para uma posição iniciada em US$ 4.800, um stop abaixo de US$ 4.750 pode ser considerado. Para uma posição na EMA de 50 dias, um stop abaixo de US$ 4.580.
  • Horizonte e Paciência: Esteja preparado para uma subida irregular (“grind”). Defina alvos de lucro parciais (por exemplo, em US$ 5.200 e US$ 5.400) e mantenha uma parte da posição para um alvo final mais ambicioso em direção a US$ 5.600.
  • Para o Investidor Brasileiro: Avalie o ouro físico (barras, moedas) ou veículos como ETFs de ouro (como o B5P211 na B3) não apenas como uma aposta na commodity, mas como uma proteção cambial e de portfólio em um ambiente de juros decrescentes no Brasil.

O ouro está reafirmando seu papel como um farol de estabilidade em tempos de transição monetária e incerteza. A correção de janeiro, em retrospecto, pode ser vista como o resfriamento necessário antes da próxima leg de alta. Para aqueles que conseguem enxergar além da volatilidade diária, o horizonte para o metal amarelo permanece decididamente dourado.

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